29 de nov de 2008

Catástrophe - Prólogo

Os ventos cruzavam a planície como navalhas afiadas, naquela terra morta e sem vida só deveria haver poeira, a “terra morta”, uma terra sem valor, mas ao mesmo tempo cheia de riquezas, não naturais, mas humanos.

Desde a “catástrophe” e 2012, a terra morta passou a ser a única rota onde rodas das caravanas podiam seguir sem atrasos, mais os perigos que a rondavam eram muito piores que os galhos e cipós do resto do território desse novo mundo.

Apesar de tudo o que acontecera com o mundo, mesmo com 85% de sua população exterminada e tendendo a diminuir ainda mais essa porcentagem, alguns não buscaram na solidariedade e no coletivo a forma de reverter esse quadro, mas buscando o caminho mais rápido, acreditando que sendo mais fortes podem submeter os mais fracos assim como roubar seus bens, ou até mesmo tirar sua liberdade.

Num mundo onde não existia mais algo para delimitar um valor, o poder vinha de quem possuía mais escravos, armas e terras e muito mais importante qual era sua fonte desses “bens”. por conseqüência disso, diversos saqueadores costumam atrapalhar o sono das caravanas, roubando seus bens, comida, água, mulheres e crianças.

Ou se aliavam a essas “maquinas” ou era vitima delas, as comunidades sobreviventes para não ser completamente obliteradas faziam acordos que envolviam cerca de 60% de sua produção de alimentos e água, assim como metade das crianças nascidas por ano, escolhida por um posto de comando na comunidade, normalmente os olhos dos poderosos dentro da comunidade.

Apenas uma comunidade era reflexo da coragem e solidariedade, onde lá reinava o heroísmo que assim como seus descendentes não conquistaram nada sem esforço e sem o bem comum. O líder dessa comunidade chamava-se Miguel Lucena e junto a seus grandes companheiros, nesse exato momento respiravam a poeira que abaixava lentamente após o vento varrer o campo de batalha onde haviam defendido com sucesso mais um carregamento de suprimentos para a comunidade do leste.

Após a poeira abaixar e ele certificar que todos seus companheiros estavam bem ele toma um fôlego aliviado indo em direção a carruagem de madeira onde o seu condutor se escondia no vagão. As marcas das balas na carruagem demonstrava que ela já fizera parte de mais de uma caravana, o pequeno Henrique se aproxima colhendo as balas de dentro da carruagem colocando numa espécie de saco, Miguel afana a cabeça do garoto com o braço esquerdo quando sente a velha pontada de dor que segue com ele desde o começo de suas aventuras. Seu primeiro ato heróico, tolo, mas heróico.

Buscando diminuir a dor massageando a região que doía, só fazia-lhe voltar ao tempo, numa pátria sem apocalipse, sem fome ou sede... uma época que muitos consideravam caótica, por nunca ter experimentado uma situação pior.

Suspira ao voltar para o presente, ao avistar as ruínas dos prédios que eram as únicas coisas que bloqueavam a passagem do ar por essa terra. O suor em seu rosto só podia ser contido pelas navalhas do vento que parecia dar mais alivio do que o calor infernal que fazia naquele local.

- Vamos... temos muito o que andar ainda. Apressem-se na arrumação, vejam o que pode nos ser útil nesses saqueadores.

29 de out de 2008

Primeira Aula!

Aula #1

Principio básico de Malabares e sua teoria.


Malabares, assim como musica, dança e expressões corporais como artes marciais e yoga, possui seu proprio idioma, que não é tão complicado como alguns mais exige uma certa atenção para compreender, truques diversos possuiem nomes, como acordes de uma viola, mais suas pequenas diferenças, como um sustenido ou menor de um acorde são atraves de numero. então vou tentar-lhes esplicar como funciona esse numeros.

Numeros impares, Passa de uma mão para a outra.
Numeros pares, A bola volta para a mesma mão que foi arremessada.

Zero (0) - A bola fica na mesma mão sem ser arremessada.
Um (1) - A bola passa de uma mão para a outra sem ser arremessada.

A partir de então a cada par e impar que passar, a altura da bola arremessada crescer, exemplo.

2 e 3 - Altura do rosto / peitoral
4 e 5 - Altura da ponta da cabeça.
6 e 7 - Um palmo acima da cabeça
assim por diante.

com alturas diferenciadas, pode-se conseguir mais tempo para realizar truques no solo enquanto outras bolas ainda vem a caminho do solo, ou mesmo palmas, giros ou ludismo.

Truques populares para Leigos.

Shower com duas bolas - Muitas pessoas que não possuem pratica de malabares, acreditam que ao realizar o movimento circular com duas bolas eles estão realizando de fato malabares, no entanto, ao se descansar utilizando apenas aquele truque, muitos tem imensa dificuldade de realizar uma cascata mais tarde, pela mecanica diferente.
por isso não se resumam aquilo como malabares, Shower é um dos truques que a progressão é mais rapida que outros comuns, mas que exige muita pratica e paciencia, não conformismo.

Truques Populares para Iniciantes

Cascata:

A cascata é um movimento onde as bolas saem ambos de fora para dentro, uma por debaixo da outra bola. segundo a lei dos numeros o movimento é 333...
pois elas vão de mão a mão na altura do rosto/peitoral.



Shower:

Shower é um movimento em forma de circulo, onde normalmente nos leigos fazem com duas bolas, exige destreza para arremessar uma bola e em seguida a segunda, já trocando diretamente e repassando as bolas numa velocidade consideravel, linguagem da tecnica é 5515151... (altura acima da cabeça e devolvendo a mesma bola com a outra mão)

27 de out de 2008

O que é Malabares?

Jogar uma bola para cima é fácil, Duas bolas fazendo desenhos de um circulo gera uma euforia... “Nossa” diz a pessoa animada “sei fazer com duas bolas”.

Malabares, sempre aparenta ser mais difícil do que realmente é. O que se aprende, logo perde a novidade, passa a ser um entretenimento para os olhos de quem vê, mas para o próprio malabarista, um aperfeiçoamento para o próximo nível.

A vida como ela é... é por si só um grande jogo de malabares... Temos que, com apenas uma vida, dividir o tempo entre amores, obrigações, amigos e tempo para si próprio... possuir, não possuir, se desfazer, doar e ser o que realmente somos e por muitas vezes, tentar ser o que outros queriam que fossemos.

Somos vilões, vítimas, mocinhos e poetas. Em momentos diferentes ou até, no mesmo momento. Rindo, chorando, aprendendo, testando...

No entanto o que mais define a vida como um malabares, é por que muitas vezes não damos valor a nossas conquistas mais tempo que a euforia de ter conseguido. Logo depois passamos a ter novos focos e nossas conquistas, rapidamente se tornam mais interessante na visão de outras pessoas... Amadurecemos, criamos laços, aprendemos a amar...

Quando amamos passamos a jogar malabares com duas vidas... Confiando uma na outra para que o jogo nunca cesse... Uma dupla é extremamente necessária para que o jogo tenha um fluxo... É necessário confiança em primeiro lugar, paciência no segundo lugar e determinação.

Uma dupla não começa a existir com um jogo infinito de acertos, mas com muitos erros, discussões, intervalos por cansaço, tanto mental como físico. Paciência é o segredo. Insistência e determinação é o combustível para o sucesso.

Mas como de praxe, com a dupla perfeita, logo, aquilo se torna mais um truque, bonito para outros, saturado para quem faz. Nessa hora existem alguns vacilos que alguns cometem, procurar uma nova dupla para aprender um novo truque começando do zero ou se dispor de dialogar e motivar o outro alguém a se somar com ele.

O que é malabares?
Malabarismo é a arte de manipular objetos com destreza. Buscamos sempre manter o controle dos objetos no ar assim como em suas mãos, mas veja bem, na verdade não temos controle sobre nada... O mundo detém o controle, a gravidade que devolve a bola para o solo, no fim toda a busca de manter o controle vai terminar com a bola no chão ou repousando em nossas mãos. Quem vence quem perde? E na vida? Quem vence e quem perde?

Malabares... para mim soa como um reflexo da vida...
Nada mais que um simples jogo pelo prazer... onde nada se ganha e nada se perde. Começa no momento que desejamos e termina quando se deve terminar.
Uma mera brincadeira com mão, objeto e uma simbologia enorme por trás.

Não existem registros a cerca de quando surgiu, ou onde surgiu o malabares, mas dizem ter sido desde a antiguidade.


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