22 de dez de 2009

Dezembro

Dezembro é fim de calendário. Última folhinha solitária e resistente. É um mês estranho, que dá saudade do que passou, medo, ansiedade do que está por vir. Ainda que as perspectivas sejam boas, aparece um friozinho na barriga que indica: mais um ano inteirinho vem aí.
Dezembro é um pouco nostálgico. Ele é como um filminho sendo retrocedido na memória da gente. O que se perdeu, aproveitou, viveu...
Dezembro é uma pausa no meio de 11 meses. É reflexão para desfazer, corrigir, recomeçar, repensar e, há quem diga, é tornar-se mais solidário.
São 31 dias que temos para fazer uma autoanálise e recobrar as forças... Janeiro está logo ali... "o tempo não para".




(Sabrina Davanzo)

12 de dez de 2009

Amigos,

Se tem uma coisa que aprendi com a idade é que mesmo que saiamos da escola, faculdade, trabalho ou qualquer lugar coletivo que seja onde somos testados por todos conhecimentos que adiquirimos lá, nós estamos em plena avaliação.

Todos os dias somos avaliados pelas outras pessoas, de infinitas formas e inimagináveis versões. Viver sempre será um teste. Onde algumas vezes pode-se ser aprovado e em tantas outras não.

Por isso temos que tentar acertar na maioria das vezes, quanto mais acertos concerteza mais feliz, mais querido e principalmente, mais amado. E quanto mais erros cometer, mais desaprovação receberá, porém, há a possibilidade da recuperação. Do perdão, da compreensão, da mente aberta para novas descobertas e principalmente esquecer o medo de viver.

O medo de sentir os mais profundos sentimentos, os melhores e piores também. Pois somos humanos e no final das contas, todos os sentimentos que possuímos fazem parte de nossa natureza. Sentir amor é esplêndido, compreêndelo é magnífico, mas vivê-lo é para poucos. A raiva e o ódio também fazem parte, mas sentimentos ruins devem ser passageiros, muito tempo em nossos corações nos deixam amargos e infelizes.

A tristeza é talvez o sentimento mais complicado de se enfrentar com sucesso, poRque é preciso ser forte para levantar a cabeça, seguir em frente e ultrapassá-la. A tristeza é escolha. Você não escolhe que ela chegue, mas escolhe ficar com ela ou não. Se você não a quer, enfrente-a e ultrapasse-a.O medo do desconhecido é o pior dos sentimentos, pois te deixa sem reação, sem forças pra lutar. Sem perspectiva.

Por isso enfrente os desafios, expresse e explore seus sentimentos, sinta-os e aproveite cada momento de sua vida.

sinta o amor, viva o amor, e cultive-o por onde passar... Concerteza a natureza agradecerá dando-lhes mais energia e vibrações positivas atraindo para você mais felicidade. Plante o amor e concerteza colherá lindos frutos.

Viver é uma dádiva exploradas por poucos!


(Ariella Marques de Barros)

3 de dez de 2009

Sonhos ou Pesadelos

Acordei logo cedo, 6 da manhã, tive um sonho, ou poderia dizer pesadelo? Ou o fato de ter despertado do sonho é que me fez entrar no pesadelo? Acontece que existem sonhos, tão bons, que desconfiamos não ser real, e quando nos damos conta disso, a frustração é tão grande que parece o medo que sentimos num pesadelo. E quando acordamos, desejamos simplesmente não voltar a durmir.


Antes eu costumava querer fugir da realidade, era meu hobby favorito, RPG, cosplay, teatro, imaginação fértil. Sonhos como esses eram o que mais me desejavam querer dormir, continuar neles, permanecer até a vida terrena me chamar de volta. Acontece que mudei minha opniao sobre isso.

Despertei, por que me alimentar de sonhos sem movê-los nunca me fará chegar onde quero, provar da maça do éden sem poder comê-la é ser banido do paraíso sem aproveitar verdadeiramente o melhor que ele possui.

Acordei para cuidar de mim, de me preparar para enfrentar um dia de cão, para aprender, para malhar, para ganhar dinheiro, para ser um Leo persistente que corre atrás dos sonhos ao invés de fantasia-los. E que principalmente, me vejo como personagem principal da minha própria estória, sem mais necessidades de fantasias.

2 de dez de 2009

Presente.

Hoje eu tive um ótimo dia, enchi o VEM e fui para o banco, malhei pela primeira vez com o extensor que comprei, fora de academia e de casa sem precisar carregar qualquer tipo de peso, enquanto esperava uma fila gigante de banco, o que me lembrou a primeira vez que aproveitei a fila para ganhar tempo para outra coisa, na época, treinava malabares, entretenimento para mim e para os outros caras murchas e abusados que compartilhavam de um mau humor comum em uma fila indiana em busca ou se desfazendo do que os seres humanos mais dão valor.


Enquanto eu... jogava malabares e que hoje malho.

Sabe, as vezes sou tachado como sem noção, as vezes de fato sou (coisa que quero mudar)... mais as vezes, fugir do comum que atrasa, fugir do comum que te prende é uma saída que repercute na evolução, e com o tempo as coisas mudam.

Hoje me foi perguntado no banco por 4 pessoas onde comprei o extensor e se funcionava. Todos interessados pela falta de tempo que tinham para manter-se em forma. Expliquei com vontade e demonstrei os exercícios e o funcionamento do elástico, eles gostaram, e eles vão comprar, principalmente pela mixaria que foi e a utilidade cotidiana que reserva a eles.

Chegando no trabalho, sou surpreendido por um chefe de bom humor mesmo com meu atraso de 2 horas (para um estagio de 4 horas) me dizendo ter feito um ótimo trabalho e me dar uma belíssima noticia de que minha maquina havia recém adquiridas 2 gigas de memória RAM, agora ela tem memória, antes possuía apenas uma vaga lembrança.

Uma cliente chega para correção de um trabalho gráfico, ela sabe que é minha obrigação, mas me trás um chocolate como critério de desculpas, é por isso que gosto de trabalhar com mulheres, elas tem um A+ que homem nenhum consegue simular. Recebo a noticia que meu tablet de tela integrada e tamanho A4 já deve está sendo encaminhado para o correio e que uma amiga de outra área da secretaria havia me procurado.

Vou encontrar ela e recebo outro chocolate de presente. (gente eu amo chocolate, mulheres são telepatas) Ela pergunta o que vou fazer no final de semana e me chama para dançar no sábado, aparentemente ela quer me apresentar para a amiga solteira dela, mas estou fechado a manutenção, vou para dançar, vou para curtir, vou para esquecer o que meus sonhos sempre lembram, o que as horas vagas me relembram e o que eu quero reviver um dia.

E deixo o dia 16 no dia 16, e vou viver o presente mais um pouquinho, por que por enquanto estou feliz... dia 16 eu já não sei.

1 de dez de 2009

Complexo de Salgadinho


http://www.flickr.com/photos/nieger/

Tem dias que agente acorda meio murcho


Os sonhos murcham como maracujá velho

Mas a esperança já é um vicio entre nós.

Eu só quero andar com as meninas sem ser incomodado

Um aroma artificial

Estampando um sorriso crocante

E a pretensão intrigante, que tudo pode acabar bem afinal

Eu parei de fumar

Eu parei de fumar
E não sinto falta do cigarro
Do contrario, alguns outros vícios ruins voltaram
A saudade que sinto por ela não dissipa como a fumaça no lugar do fôlego fraco.
Agora resta garganta presa, dor de engasgado.
O cigarro me fazia morrer no presente e não viver no passado.
Na época parecia uma bóia idéia, morrer sem dor, não física, mais emocional.
Ingerir veneno industrializado me soou melhor idéia que ter o coração torturado por uma lembrança de amor perdido.
Acredito que todos os 47% de homens que fumam fazem isso por amor, falta de amor próprio, perda de amor, ausência de amor... dentro dele ou na vida dele.
E sem Amor só nos resta morrer ou fumar.
Eu decidi continuar amando e parei de fumar.

30 de nov de 2009

Pouco de tudo.

Todo homem tem um pouco de Galinha, imaturo e maluco, recuso ao orgulho ao dizer: talvez não pouco... Mais sinto-me traindo o gênero quando imponho o limite de: também não muito.


Me baseio em minha própria existência, por que há de existir vários, mais só posso falar de mim, preso na benção e da maldição da minha própria vida.

Mas por que limitar-me a três características quando todo homem tem um pouco de tudo, ou não muito desse pouco? Segundo estudos, um único homem tem muitas mulheres para agradar, mais cada mulher é uma princesa de um mundo, seu próprio.

Mas nós nos acostumamos de ver princesas como puritanas, frágeis e inocentes, nos contos infantis, esquecendo o pouco puta, criança e maluca de cada uma delas, a imprevisibilidade e o mistério que apesar de ser o que mais reclamamos, é o que mais desejamos. Por que uma única coisa motiva o homem a desejar, o Desafio.

Somos como os príncipes dos contos infantis, mais as mulheres esqueceram no nosso lado galinha, imaturo e maluco.

Ao invés de usarem sua imprevisibilidade como Fabrica de desafios preferem cada dia ser mais parecidas umas com as outras.

Para agradar a quem não quer ser agradado, por que no fim das contas, quem tem de agradar é o príncipe.

Proponho uma nova geração de contos infantis, que não destruam minha personalidade estrutural de infância, que as mensagens subliminares deixem de ser subliminares, queremos que as crianças entendam que de nada vive o mundo sem amor, e que não somos caçadores e caça e nem caça e caçador, mas que toda mulher é dona de seu próprio mundo e que todo homem está em busca de ser sua lua, afinal, mesmo presos no nosso pouco de tudo, o que importa é darmos de tudo nesse pouco.

(Leonardo Compasso)

26 de nov de 2009

Não goste apenas do amor.












"Goste de alguém que te ame, alguém que te espere, alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura. De alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio, tua esperança, teu tudo.

Goste de alguém que não te traia, que seja fiel, que sonhe contigo, que só pense em você, que só pense no teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito e não no teu corpo nem nos teus bens.

Goste de alguém que te espere até o final, de alguém que seja o que você escolher.

Goste de alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti, que limpe tuas lágrimas, que te abrigue quando necessário, que fique feliz com tuas alegrias e que te de forças depois de um fracasso.

Goste de alguém que volte pra conversar com você depois das brigas, depois do desencontro, de alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões.

Goste de alguém que te ame.

Não goste apenas do amor, goste de alguém que sinta o mesmo sentimento por você."

(autor desconhecido)

25 de nov de 2009

Perdoar.


"Aprendi, outro dia que perdoar é a junção de "per" com "doar". Doar é mais do que dar. Doar é a entrega total do outro. O prefixo "per" que tem várias acepções, indica movimento no sentido "de" ou em "direção" a ou "através" ou "para" etimologicamente falando, portanto, perdoar, quer dizer doar ao outro a possibilidade de que ele possa amar, possa doar-se. Não apenas quem perdoa que se "doa através do outro". Perdoar implica abrir possibilidades de amor para quem foi perdoado, através da doação oferecida por quem foi agravado. Perdoar é a única forma de facilitar ao outro a própria salvação. Doar é mais do que dar: é a entrega total... Perdoar é doar o amor, é permitir que a pessoa objeto do perdão possa também devolver um amor que, até então, só negara."




(Arthur da Távora)

“Dar um tempo”, existe ou não?

(Post roubado do manualdocafajeste)

Recentemente tenho conversado com algumas amigas sobre essa questão, “dar um tempo”. É meio que unânime entre elas que isso não existe, que os homens apenas usam esse artifício para enrolar a coitada. Porém, posso dizer com muita confiança que em metade dos casos não é enrolação.

Claro, para uma parte dos homens essa é a melhor saída para dar um fora na garota sem ter o desgaste de ficar discutindo uma relação desgastada e não ter que aturar chororo. A maioria deles é covarde mesmo, não tem coragem de dizer ”acabou” e ai fica cozinhando a garota até ela se encher e desistir. Para outra parte dos homens, simplesmente a relação com a garota não foi tão intensa a ponto dele ter a consideração e saco para ouvir lamúrias.

Porém, quero me atentar aqui aos homens que ”dão um tempo” com intenções legítimas.

Como em todo relacionamento saudável, discussões e desentendimentos sempre vão ocorrer. É por meio deles que os mal entendidos se resolvem e obstáculos são ultrapassados. O problema é que nem sempre algumas coisas são resolvidas, mas por serem pequenas, são deixadas de lado.

Só que chega em um determinado momento que são tantas coisinhas deixadas de lado, que juntas e em um instante viram um pequeno monstrinho. E ai não tem jeito, o cara vai colocar na balança se ele realmente gosta o suficiente da garota para conviver com o monstrinho ao lado. E aqui reside a principal divergência entre o modo de agir de homens e mulheres e que as faz com que não acreditem no “dar um tempo”.

Para mulher tudo se resolve conversando. Só que nesses casos elas se esquecem de que a conversa não funcionou anteriormente e não vai ser em uma rave de DR que o monstrinho vai embora. O negócio é mais embaixo. Problemas e defeitos todo mundo tem, mas alguns deles são estruturais e não há conversa que resolva.

Ai o cara precisa desse tempo para poder avaliar o que sente pela garota com um certo distanciamento. E isso não quer dizer que ele vai pra balada na primeira noite e comer umas vagabundas. As vezes até ocorre, mas não é regra. Geralmente o cara vai retomar os hábitos de solteiro, como ouvir o seu som alto no carro, beber no bar com os amigos e fofocar sobre as piriguetices de uma conhecida, ir ao jogo de futebol sem dar satisfação a ninguém, dormir estatelado na cama e soltar pum na hora que quiser, passear sozinho no fim de semana e fazer planos pra noite, enfim, vai tentar tirar a namorada de foco e ver se dali um tempo o coração não aperta e ele não tenha vontade de voltar correndo pra garota.

Se o cara voltar, é pra ficar bem feliz, pois ele realmente sente algo muito forte. Se não voltar, paciência. Não existe alma gêmea, cara metade e demais babaquices de música romântica brega. Existe afinidade e sintonia sexual e depois de determinado momento, elas podem se enfraquecer e acabar, mas nada que não possam ser encontradas com outra pessoa.

Identificando uma ordinária

(Post roubado do manualdocafajeste)

Uma das frases mais repetidas pelas mulheres e que já caiu no lugar comum é a famosa “Não há homem que preste”. Se você perguntar para 10 mulheres o motivo pelo qual elas continuam solteiras, 80% vão soltar essa frase, 10% vão falar que estão bem sozinhas (sendo que 8% delas são um verdadeiro tribufu) e 10% vão mentir (mas na verdade estão no grupo dos 80%).


Estatísticas cafísticas a parte, é uma resposta que merece uma atenção especial. O que seria um “homem que preste?”. Aquele que…
…tenha pegada, mas que não seja pegador?;

…que seja bonitão, mas que não seja tanto a ponto da vó se interessar pelo rapaz?;

…que seja inteligente, mas que não seja nerd?;

…que seja trabalhador, mas que tenha tempo pra você?;

…que tenha dinheiro, mas que não seja esnobe?;

…que seja bonzinho, mas que não seja um bobo?;

…que seja maduro, mas que não seja um chato?;

…que seja engraçado, mas que não seja um palhaço?;

…que seja família, mas que não viva na saia da mãe?;

…que seja sociável, mas que não queira socializar com amigas?;
Enfim, algumas mulheres buscam tanto a perfeição nos homens que das duas uma, ou acabam ficando encalhadas e amargas ou ficam pulando de galho em galho (ou de cama em cama) a procura do homem perfeito. O mais triste é que esse cálculo é diretamente proporcional a idade (estou todo matemático hoje), ou seja, conforme a idade avança, a quantidade de homens tranqueira aumenta.



Porém, não recrimino essas mulheres que buscam alguém “completo” para ter um relacionamento sério. Homens que trabalham, se cuidam, com caráter, que estudam e correm atrás dos seus objetivos, também buscam uma mulher com algumas (várias) qualidades citadas acima e não vão amarrar seu burro no primeiro par de peito ou bunda empinada que aparecer (no máximo vão dar uma comidinha e descartar). E ao contrário do que algumas mulheres pensam, esses homens têm faro para mulher ordinária e as vezes não é necessário uma investigação muito profunda para identificar uma cilada. 5 pontos para identificar uma mulher ordinária em minutos de conversa:



Aparência – A mulher ordinária anda vulgarizada, com pouca roupa e muita coisa de fora. Em alguns casos precisa andar que nem uma palhaça pra mostrar que é descolada, imita a moda da novela das 9 e se veste como uma índia da 25 de março, faz uma maloca no cabelo pra mostrar que é da paz, coloca strass e acessórios brilhantes ou dourados pelo corpo para forjar um brilho que não possui.



Comportamento – A ordinária não tem meio termo ou gosta de chegar berrando para que seja o centro das atenções ou fica quieta feito uma múmia. No primeiro caso geralmente são aquelas garotas que cortam a conversa dos outros, não querem saber o que o cara tem pra dizer (a menos que seja algo que ela possa tirar proveito, como dinheiro), gesticulam feito um molusco epilético, cometem erros sutis de português (”seje”, “menas pessoas”, “mazoquista”) e não se incomodam em tirar aquele resto de remela com maquiagem na frente do rapaz e depois olhar o dedinho pra ver o que saiu. No caso da múmia, não há muito que dizer, ela só abre a boca pra colocar comida e…deixa pra lá.



Trabalho – Não é afeita ao trabalho. Ou não precisa, pois sua família banca seus caprichos e viverá a eterna geração canguru dentro da bolsinha da mamãe; ou tem preguiça. No primeiro caso, sonham em encontrar um cara rico que a banque, geralmente tem mais sorte que a segunda, pois parte desses caras também será gerente de herança. No caso da que tem preguiça, é só tristeza. Pois pobre e preguiçosa, nem o coveiro vai querer. E essa característica pra mim é muito emblemática. Digo com muita convicção que das mulheres que eu conheci, 90% das que não trabalhavam (mais matemática) eram ordinárias.



Artes – Essa é batata. A tríplice pergunta livro, cinema e teatro é capaz de identificar uma ordinária em minutos. Se a garota responder “não gosto” para duas das 3 opções, ordinarice detected. Agora, se ela falar que é fã dos livros da Gasparetto / Paulo Coelho, que amou o último filme da Xuxa na Serra Pelada e que a última peça que assistiu foi Saltimbancos, é mais do que ordinária.



Feminista de conveniência – Esse tipo é o que mais se prolifera. São aquelas garotas que querem ser iguais aos homens quando lhe convêm. Querem se deitar com quantos homens quiserem na semana pra satisfazer a sua libido, beijar amigos da mesma roda e dar no banheiro da balada e ser chamada de casta. Poreeeem, quando chega a conta do restaurante, voltam para o tempo da vovó e acham um absurdo o cara querer dividir a conta.
Veja bem, para ser uma ordinária, não é necessário preencher todos os requisitos. Uma patricinha acéfala, por exemplo, pode se comportar como uma princesa, mas o quesito trabalho já queima. Por outro lado, uma garota trabalhadora, pode se queimar no quesito “comportamento”. E assim segue a busca pelo senhor e senhora “quase” perfeitos.

Comporte-se

Concordo com Virginia Wolff quando ela diz:

Não importa o que você é um homosexual, uma prostituta ou um advogado, na sociedade, comporte-se como uma dama (ou um cavalheiro). E ponto final.

Se eu fosse Pai, eu diria (parte 1)

“Minha filha, dentre todas as suas opções, se você puder, escolha a MELHOR, principalmente se tratarem de homens….”

22 de nov de 2009

O diabo desta vida é que temos que escolher apenas um, entre cem caminhos, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove.



(Fernando Sabino)

19 de nov de 2009

trecho do filme: minhas adoraveis ex-namoradas

"Num relacionamento quem tem o poder é quem se importa menos... Mas poder não significa felicidade."

17 de nov de 2009

Et Semper!

"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Pense em mim!

Apesar de ter escutado faz tempo, hoje me deu vontade de por a letra dessa canção aqui. escutei ela no trabalho hj, prova que nem todas as musicas que falam de emoções, não precisam ser chorosas e lamentos.

O otimismo e esperança existe nessa canção, e uma sinceridade e determinação que palavra nenhuma consegue quebra.

Achei belo, porem tem seu destaque aqui!




Pense em mim - Darvin

Inspiração dos meus sonhos não quero acordar
Quero ficar só contigo não vou poder voar
Por que parar pra refletir se meu reflexo é você?
Aprendendo uma só vida, compartilhando prazer

Por que parece que na hora eu não vou aguentar?
Se eu sempre tive força e nunca parei de lutar?
Como num filme, no final tudo vai dar certo
Quem foi que disse que pra tá junto precisa tá perto

Pensa em mim
Que eu tô pensando em você
E me diz...
O que eu quero te dizer
Vem pra cá,
Pra ver que juntos estamos
E te falar
Mais uma vez que te amo

O tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre
Intimidades, brincadeiras, só a gente entende
Pra quem fala que namorar é perder tempo eu digo:
Há muito tempo eu não crescia o que eu cresci contigo

Juntos no balanço da rede, sob o céu estrelado
Sempre acontece, o tempo pára quando eu tô do seu lado
A noite chega eu fecho os olhos e é você que eu vejo
Como eu queria estar contigo eu paro e faço um desejo

Pensa em mim
Que eu tô pensando em você
E me diz
O que eu quero te dizer
Vem pra cá,
Pra ver que juntos estamos
E te falar
Mais uma vez que te amo.

16 de nov de 2009

O Amor acontece, não adianta forçar.


Parece que tem acontecido mais raramente, ninguém sabe ao certo por que, mas, de repente, olha lá ele.
O amor acontece quando quer, sem dar ouvidos a pedidos humanos, talvez porque apenas obedeça a ordens superiores, ou porque esteja convicto daquilo que está fazendo.
Alguém diz algo agradável e o amor acontece. Alguém diz um absurdo e o amor acontece. Alguém não diz nada e o amor acontece. Alguém canta o amor e ele acontece. Ninguém está esperando e o amor acontece.
Numa manhã meio nublada de uma data sem importância, em pleno sol de Domingo, no dia da padroeira, embaixo de um temporal, em qualquer estação do ano, às margens do Tietê, do Capibaribe, ou do Sena, não importa a ocasião, é no coração que o amor acontece.
Na teimosia de uma tarde no escritório, no meio de uma reunião, de uma ligação, de um cafezinho, acontece de o amor vir para enxotar o tédio e trazer a noite às pressas.
Entre dois adolescentes que ficam juntos numa festa, sem nenhum planejamento prévio, o "ficar" vai ficando premente, e o amor exige um namoro.
Num vigésimo "alô", quando uma voz sente vontade de falar mais, e eternamente, a despeito da conta telefônica, o impulso do amor cruza a linha de chegada.
Na platéia do cinema, acontece vez por outra: uma cena desperta uma emoção, que desperta outra, que desperta outra, e lá vem o amor provar que "a vida é amiga da arte", como diz Caetano Veloso.
Após um beijo casual, no fim de uma noite que parecia não ter futuro, duas mãos se entrelaçam com firmeza, e os corações se aquecem no aconchego do amor que acontece.
No meio da pista lotada, o rapaz enlaça a moça, ele cheira a fumaça, ela cheira a lavanda, a música tecno dá lugar a sinos, o DJ se transforma em Frei Lourenço e presencia o acontecimento.
Na frente da televisão, a paixão, já fatigada, dá um último suspiro, mas outro sentimento surge, e é o amor acontecendo em seu feitio manso.
Numa madrugada fria, debaixo de um cobertor, acontece o amor. Dentro de um carro estacionado, apesar do medo de assalto, acontece o amor. Atrás de um muro, no escuro, na moita, proibido de acontecer, ele não quer nem saber.
Acontece com a pessoa certa ou com a pessoa errada, será que o amor descrê do erro?
Acontece de acontecer de um lado só, provocando dor, mas se acontece de dois lado, como pode ser tão bom?
Acontece de várias formas, seja em encontro escondido, seja em jantar esporádico, seja em vestido de noiva, seja em casas separadas, seja em cidades distantes, e às vezes se transforma, modificando crenças e planos. Seja como for, assim penso, vale a pena comemorar o acontecido.
Acontece de durar um dia, uma noite, uma semana, um mês, um ano, uma década, uma vida, sem certificado de garantia, nem prazo de validade, ele e seus perigos, como um equilibrista no fio.
E de repente, muitas vezes, o amor vai e desacontece sem que ninguém saiba o motivo. Mas isso é uma outra história, escrita por um outro cronista.




(Adriana Falcão)

13 de nov de 2009

Ser Adulto

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É, não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro.
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…senão bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?

(Arnaldo Jabor)

uma das primeiras cronicas que li e nunca havia saido no meu blog, que pecado!

12 de nov de 2009

Jogo do amor

Amor não se mede, se confunde. É impraticável comparar relacionamentos como ofertas de lojas. Um amor que não pode ser comparado é difícil de esquecer (ainda que a separação aconteça). Aquele que já permite comparação demonstra ser pouco consistente (ainda que os dois fiquem juntos). A gente ama para quê? Para não avaliar o amor. Não conseguir acompanhá-lo é quando vai bem. Quando se começa a ter consciência do certo ou do errado é aviso prévio. Sintomático que os casais peçam conselhos aos amigos para fazer em seguida tudo diferente. Amor muda as regras de propósito, muda o telefone, muda o endereço. Quem não está jogando não entenderá. É feito somente para jogar, não ser assistido. O mistério é não entendê-lo a ponto de preveni-lo. Prevenir o amor é matar a capacidade de aprender com suas conseqüências.





(Fabrício Carpinejar)

11 de nov de 2009

'artigo' + 'subtantivo'

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.



Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.



O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.



Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.



Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.


Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.



Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.



Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.



Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.



O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

23 de out de 2009

Multidão

Há suficiente traição, ódio, violência, absurdo no ser humano comum para abastecer qualquer exército a qualquer momento.
E os melhores assassinos são aqueles que pregam contra o assassinato.
E os melhores no ódio são aqueles que pregam amor.
E os melhores na guerra enfim, são aqueles que pregam paz.

Aqueles que pregam Deus precisam de Deus.
Aqueles que pregam paz não têm paz.
Aqueles que pregam amor não tem amor.
Cuidado com os pregadores.
Cuidado com os conhecedores.

Cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros.
Cuidado com aqueles que ou detestam a pobreza ou orgulham-se dela.
Cuidado com aqueles rápidos em elogiar, pois eles precisam de louvor em retorno.
Cuidado com aqueles rápidos em censurar, eles temem o que desconhecem.
Cuidado com aqueles que procuram constantemente multidões; eles não são NADA sozinhos.
Cuidado com o homem vulgar.
A mulher vulgar.
Cuidado com o amor deles.

Seu amor é vulgar, busca vulgaridade.
Mas há força em seu ódio, há força suficiente em seu ódio para matá-lo, para matar qualquer um.
Não esperando solidão.
Não entendendo solidão.
Eles tentarão destruir qualquer coisa que difira deles mesmos.
Não sendo capazes de criar arte.
Eles não entenderão a arte.
Considerarão seu próprio fracasso como criadores apenas como falha do mundo.
Não sendo capazes de amar plenamente.
Eles acreditarão que seu amor é incompleto.
Então te odiarão.

E seu ódio será perfeito.
Como um diamante brilhante.
Como uma faca.
Como uma montanha.
Como um tigre.
Como cicuta.
Sua mais refinada ARTE.



(Charles Bukowski)

15 de out de 2009

Senha com seu nome

Acabamos na noite de sábado. De manhã, o computador pergunta se desejo trocar a senha com seu nome. Faltam 12 dias para expirar. Cheira implicância. Daqui a doze dias, é meu aniversário. Não estará presente, pelo jeito... Sem surpresas. Sem jantar. Sem os aplausos das velas. Sem aquela vontade de atravessar a idade de mãos dadas.

Tenho que controlar o coitadismo. Não há vítima na briga, há dois agressores. Sou um deles. As pedras no bolso são versáteis, servem tanto para o suicídio como para o homicídio.

Nenhum dos dois quis mudar. Mudar era visto como piorar, infelizmente. Nos amamos o suficiente para morrer, não o suficiente para nascer de novo.

Não vou telefonar, não vou mandar torpedo, apesar da vontade imensa de reatar. O orgulho assumiu meu quarto. Conversa com ele agora. Com essa governanta das minhas desvalias, do meu guarda-roupa e sapatos. Estou de castigo, protegido, ausente, impedido de responder por mim. Se fosse responder, avisaria que dependo de você, que a desejo de volta. Infelizmente sou capacho de minha angústia. Piso em minhas palavras para limpar os pés da chuva.

O desamor é treino. Não existe desamor. Existe ensaio, simulação da indiferença, controle absurdo do cumprimento. Não que não sinta nada por você, sinto absolutamente tudo mais do que nunca e não consigo comunicar. Os cotovelos latejam, a cabeça bóia, as pernas mergulham numa fraqueza de maratona.

É esquisito ser ex. O corpo não aceita participar da greve de fome. No dia seguinte, sou ex. Acordei ex. Pronto. Na noite anterior, era a pessoa mais importante. Agora virei um estranho, um engano. É excessivamente cruel. Largar uma história em comum sem nenhuma desintoxicação, tratamento, cuidado. Sem nenhuma ante-sala para chorar, berrar, espernear, expiar a febre. É muito mais grave do que um vício.

Quando você ardia alguma angústia, dizia que logo passava.

Não passará logo. Fingirei. Fingirei que me darei melhor sozinho. É uma estrondosa mentira que também acreditará porque não tem escolha. Sou uma mesa para dois, serei sempre uma mesa para dois. Levarei minhas malas para ocupar a cadeira ao lado. Enfrentarei os questionamentos: "onde você anda?": nos lugares em que frequentávamos juntos. Explicarei que brigamos, escutarei dos amigos que é normal e que logo faremos as pazes, comentarei que é definitivo por educação e para não sofrer mais.

O ex mente, integralmente mente, complicado porque você me ensinou a gostar da verdade. Não tivemos filhos, não tivemos uma casa para dividir a partilha, não tivemos um cachorro para se procurar novamente. Não projetamos pretextos para a reconciliação, como esquecemos disso? Nosso amor não tem endereço como um circo, montado e desmontado na estrada.

Resisto a trocar a senha, aceito as migalhas da casualidade, não estou pronto, ninguém está pronto para se separar. O computador é mais caridoso do que a gente. Coloca prazos. O prazo é uma esperança disfarçada de adiamento.

Como dói o que não começou a doer. Não preciso de férias, preciso de outra vida.




(Fabrício Carpinejar)

Dentro de Mim

"Hoje de manhã eu acordei e fiquei olhando para tudo catatônica, um misto de susto com deslumbramento. Me dei conta de que essa é a pior e a melhor fase da minha vida. Eu nunca andei tão triste e nem tão feliz. Foi difícil enterrar tantos mortos e tantas rotinas, mas está sendo muito fácil viver dentro de mim."

(Tati Bernardi)

8 de out de 2009

Melhor Remédio

Dizer aos outros que o tempo é o remédio para os amores impossíveis parece fácil. Assim como dizer que broto de goiaba fervido ajuda na dor de barriga. Esses dois são conselhos de minha avó, e que com certeza já sabia o que dizia em tempos remotos. O triste é fazer criança tomar o chá amargo do broto de goiaba e um ser apaixonado entender que o tempo lhe trará a resposta para o amor. Parece fácil, mas só eu sei e posso dar testemunho de que as duas coisas são verdadeiras. O chá amargo de minha avó realmente funciona com a dor de barriga e o tempo traz a calma para o amor impossível. Já experimentei os dois... O chá foi mais fácil de tomar, pois passei a velhinha pra traz, e assim que ela virou as costas adicionei açúcar. Já o tempo não... Tive de engolir dia a dia, como gotas amargas de fel. Sofrer cada dia, descer cada degrau da escada da ilusão sozinha... Provar do amargo, sem direito a acrescentar açúcar quando as pessoas viravam as costas. Os amigos tentaram ajudar, mas infelizmente em se tratando de amor, temos de caminhar sozinhos. Seguirmos á sós o caminho do regresso que outrora pisamos acompanhados. Mas hoje, eu posso afirmar com a maior certeza do mundo: O tempo pode não curar um grande amor, mas com certeza pode amenizar a dor de termos visto-o partir; ou então nos dará a chance de vivermos este amor novamente, porém mais maduros, um amor sólido, sem as euforias da adolescência e as dúvidas da juventude. Embora o amor seja constituído de dúvidas, pois amar é se entregar sem nenhuma garantia. Ou então o tempo nos dá a chance de consertar um coração quebrado, e ajeitá-lo para viver um novo amor.Sei que é difícil se acreditar nestas possibilidades quando o coração está estraçalhado, em frangalhos, por um grande amor. Mas acredite... Somente o tempo dirá o valor que esse amor tinha e se realmente ele era o grande amor da sua vida. Por enquanto o melhor a se fazer é tomar o chá amargo do tempo e esperar que ele faça efeito sobre as dores da alma. Infelizmente ainda não tem remédio em farmácia melhor pra dor de barriga que broto de goiaba e para os amores impossíveis que o tempo...Eu sei do que estou falando... Pode acreditar!(Maria Rita Avelar)

Teu abraço

O primeiro sintoma foi o abraço. Acredito que você não sabe, mas é nesses pequenos instantes que construo minhas teorias. O teu abraço tem algo mágico/intenso. É um abraço que diz, em um tom silencioso, aqui-é-o-teu-descanso. E hoje, ao te abraçar, diferente dos abraços de simples encontros casuais recheados de um "oi, tudo bem?" rápido e sem graça, pude entender a dimensão dos teus ombros, a necessidade que tu tinhas em me confortar com tua alma vestida de corpo. Pude perder a noção do tempo nos teus braços, sentindo os teus sem hora para acabar. Sempre que me perguntam o grande porquê me vejo irremediavelmente encantada por ti, repito: o abraço. Desde aquela noite que já queria ser dia, o teus braços me entrelaçaram sem motivo fixo ou pretensão segunda, e ali me rendi a toda a tua dança livre e a tua energia que jorrava por todos os poros teus. Energia, a melhor que se pode imaginar. Algumas pessoas cruzaram a minha vida de maneira inesperada e criaram raízes lindas, sólidas e fantásticas. Você é uma das pessoas. A mais fantastica delas! Quero ter você ao meu lado, me abraçando para eu ter a certeza da sua dança improvisada, das suas idéias mirabolantes e a tua arte de ser pulsante, por aqui e por onde os teus pés descalços te levem.
Teu abraço me encanta.
É isso!
(Juliana Miranda)

24 de set de 2009

O segredo.

Aprenda a gostar de você, a cuidar e você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você... A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida. Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar"? E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele"? Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era... Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo". Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite. Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo. A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes. A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa. Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles. Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som... Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.


O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!


(Mario Quintana)

22 de set de 2009

Afinal, Conclusão





















"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."



(Caio Fernando Abreu)

21 de set de 2009

Complicado...

Homem não gosta de mulher que insiste com recados consecutivos, mas também não gosta de mulher que não telefona.
Mulher não gosta de homem que a persegue, mas também não gosta de homem que não a procura.
Homem não gosta de mulher fácil, mas também não gosta de mulher difícil.
Mulher não gosta de homem doce, mas também não gosta de homem rude.
Homem não gosta de mulher que fica com muitos, mas também não gosta de encalhada.
Mulher não gosta de mulherengo, mas também não gosta de travado.
Homem não gosta de ser questionado, mas também não gosta de ser esquecido.
Mulher não gosta de ser contrariada, mas também não gosta de gente passiva.
Homem não gosta de estardalhaço, mas não adia uma bagunça.
Mulher gosta de estardalhaço, desde que não vire bagunça.
Homem não gosta de ser debochado, mas também não suporta ser levado sempre a sério.
Mulher não gosta de brincadeiras sem graça, mas não admite a ausência de brincadeiras.
Homem não gosta de fofoca, mas é o primeiro a contar as novidades aos amigos.
Mulher gosta de fofoca, mas deseja preservar sua privacidade.
Homem não gosta de jantar na casa da sogra, mas também precisa dela.
Mulher não gosta de ser comparada com as antigas namoradas, mas também quer saber todos os detalhes.
Homem não gosta de ser surpreendido, mas também não gosta de saber antes.
Mulher adora um mistério, mas com aviso prévio.
Homem não gosta de comprar lingerie, mas também é o primeiro a criticar a que ela está usando.
Mulher ama comprar lingerie, mas também é a primeira a dizer que a incomoda.
Mulher prefere calcinha bege, não aparece com a roupa.
Homem abomina calcinha bege, aparece demais quando ela tira a roupa.
Homem não gosta de discutir relacionamento, mas também não gosta do silêncio.
Mulher gosta de discutir relacionamento, mas odeia chorar no meio da briga.
Homem não tolera filmes românticos, mas não desliga quando reprisados na tevê.
Mulher não agüenta filmes de ação, mas também é um alívio não pensar muito.
Homem tem dificuldades para se declarar, mas faz o impossível para ser denunciado.
Mulher espera declarações, mas não quando está se arrumando.
Homem reclama dos atrasos, mas também detesta quem chega antes.
Mulher odeia a impaciência do homem, mas também se enerva com a letargia.
Homem não resiste a um videogame, mas também não deseja ser chamado de criança.
Mulher abusa dos diminutivos, mas também diz que cresceu.
Homem pede desculpa quando machuca, mas não aceita desculpa quando machucado.
Mulher se desculpa antes de errar, depois não se lembra.
Mulher desvia o assunto quando se desinteressa, mas não gosta que não prestem atenção nela.
Homem não gosta de ser interrompido, mas vive interrompendo.
Mulher admira poesia, mas não no sexo.
Homem procura agradar a mulher ao recitar poesia no sexo.
Homem não gosta de unhas vermelhas, mas fica excitado com elas num filme pornô.
Mulher gosta de unhas vermelhas porque detesta filme pornô.
Mulher anseia pelas flores, mas nunca tem um vaso para colocá-las.
Homem gosta de mandar flores, mas desiste na hora de escrever o cartão.
E ambos não gostam do meio-termo.
(Fabrício Carpinejar)

20 de set de 2009

Rifa-se um coração

Rifa-se um coração. Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...


"... não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".


Um idealista... Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:


"O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"


Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta



(Clarice Lispector)



18 de set de 2009

Cabeça nas nuvens e pés no chão

Eu era uma pessoa que possuía sonhos como injeções de motivação, uma espécie de segurança e porto seguro, que por falta de coragem ou comodismo, não ousei sonhar mais. Acho que tinha medo do que viria após realiza-las quais sonhos viria em seguida, tinha medo da distancia que poderia ter de mim. E também porque possuía um repertorio de desculpas para usar na vida toda vez que algo me frustrasse, uma espécie de cano de escape infinito jogando todo o peso no futuro.“quando tiver um” ou “quando eu for um”.

Ai está um dos maiores problemas do mundo, as pessoas vivem uma parte delas apenas o presente e a outra parte apenas o futuro.
Problema de viver apenas o presente, é que o tempo parece passar devagar, no sentido que, por não possuir metas ou referencias, não percebemos quando crescemos e adquirimos responsabilidades, pelo menos isso aconteceu comigo.
Já os que vivem apenas o futuro perdem motivação fácil, assim como mudam de sonhos e ficam tão ocupados com suas metas que não vivem suas vidas, o que também já me aconteceu.

Chamo de eu-inseto os que vivem apenas o presente e eu-robó os que vivem apenas o futuro.

Inseto porque vivemos como se fossemos morrer amanha e vivemos o hoje de uma forma tão intensa que a vida se torna medíocre por não construir nada, uma vida de poucos feitos, mas boas lembranças.

O robô porque juramos que vamos viver eternamente, buscamos fazer algo notável para sermos imortalizado, mas passamos a ser conhecido por algo e não alguém. (nomes de ruas, nomes de hospitais... quero ser mais que isso.) e robô... é coisa do futuro.


Quero nem ser inseto nem ser robô
Quero ser bicho homem
Ser humano com louvor
Quero gloria de conquista
Ambição de evoluir.
Eu quero a cada passo para a meta
Sentir a felicidade da jornada
E também o prazer de chegar ao fim.
Quero nem ser inseto nem robô
Só busco seguir minha jornada
Com o prazer de um explorador.


Então seguirei meu silencio e me dedicarei, alguns acreditarão que estarei abandonando-os outros que me tornei menos divertido, mas só estou crescendo, paciência...
Não se esqueçam de mim, acumulem saudade, não se esqueçam de mim.

16 de set de 2009

Quem é esse tal tempo?

Quem é esse tal tempo?! Que ousa medir meu amor por partículas iguais que chamam de segundos?! Meu coração bate como o pendulo que mede a vida sim, mas quando estou perto de você meu coração tem um compassado próprio, e perco uma vida de batidas em uma hora, mais ao invés de envelhecer me torno ainda mais jovem.
Se esse tal tempo ousa me desafiar, enfrentá-lo-ei de peitos abertos, sei que é socar ponta de faca, pois ele pode me tirar à vida em algumas primaveras, mas defenderei meu amar por você alem corpo e serei páreo para ele.
Se subestimar seu poder e ele ousar ameaçar a sua vida, lutarei com toda a amargura que ele me criou e o mundo não vai ter mais ciclo, pois manterei o tempo ocupado pelo próximo segundo como eterno. Só assim provarei para o você que meu coração bate independente do tempo. E após essa luta de titãs, retornarei com o tempo em meus braços e provarei que meu amor vence qualquer barreira.

(treço do meu futuro livro)

13 de set de 2009

Ser suficiente

Se existe um erro que costumamos cometer, é de se apaixonar pela outra pessoa sem a conhecer bem. A paixão não é cega, mas enxerga coisa onde tem outra. Passamos a ver a outra pessoa idealizada, que é o primeiro passo para o fim do namoro recém começado. Quando a dura e cruel realidade bate o sino, o perfeito vira imperfeito e o amor infinito se torna finito.

Pessoa nenhuma consegue suportar a expectativa que o outro impõe nas suas idealizações, legal e boa pinta quanto o outro deseja, sem ciúmes ou vaidoso quanto o outro cobra. Atencioso e amável quanto o outro espera que eternamente seja.

Isso é só no começo quando tudo são flores, quando as lagartas acabaram de virar borboletas. Após algum tempo as expectativas criadas passam a ser cobradas, e a pessoa outrora perfeita, linda, inteligente, espontânea se mostra quem realmente é, matando aquele personagem que o outro idealizou, que nunca existiu.

Esse texto é aquele do tipo que atinge qualquer pessoa, seja se identificando como o escritor, ou com quem escuta/lê o escritor, ou para minha própria vida de forma premeditada, coisas que sem duvida ainda irá acontecer.

Isso nos faz pensar que não nos conhecemos como imaginamos, ou que não passamos a imagem correta de nós mesmos, por exemplo, nunca conseguimos ser tão boa companhia como pensavam que fossemos. Nunca conseguimos demonstrar interesse em coisas das quais não nos atraia, mas eram um mundo para a outra pessoa, nunca fomos independentes e firmes como as outras pessoas pensavam que nos fossemos. Nunca conseguimos ser tão feliz quanto o mundo crê que somos.

Acho que as pessoas nos decoram pelos ápices dos sentimentos, os momentos de apogeu são os que marcam. Eu não sou metade do mistério que pareço ter, não tenho metade da criatividade que almejam que possuo e principalmente da minha própria companhia gosto menos do que espalho por lá e cá.

Já estive em varias relações, mas a cada dia que passa espero que se apaixonem menos por mim. Melhor que sofrer por ser apenas metade do que o outro realmente espera.
Por sorte o que acham de nós não nos define quem somos. somos seres complexos, pensantes a base de carbono, mudamos sempre de opinião, nossas verdades mudam, mais nossos valores não.

Se lhes disserem que não sou o suficiente para alguém eu me calo se for o caso, mas eu sou o suficiente, se tentarem me amar ao invés de se apaixonar por mim.

8 de set de 2009

Minha melhor companhia

Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada. Ele não sabe quantos livros puder ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto. Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura. Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.




(Marla de Queiroz)

31 de ago de 2009

Contra a falsa sinceridade.

Não desejo que seja sincera. Você pode mentir. Você pode inventar. Você pode deixar de dizer. Não ficarei magoado. Nunca ouvi coisa boa quando alguém foi sincero comigo. Nunca ouvi uma declaração de amor. Uma declaração de fé. Uma declaração de confiança. Com a sinceridade, suportei despedidas, críticas e desaforos. Fui demitido ou avisado do fim do namoro. Não fui promovido, abençoado. Não me ressuscitaram com a sinceridade. Não recebi pedido de casamento. Não me salvaram com a sinceridade. Não me resgataram com a sinceridade. Não tiveram pena, compaixão, compreensão com a sinceridade. Ser sincero é uma condição que traz unicamente cobrança, ajuste, saldo.

"Posso ser sincera?" é sinônimo de "agüente sem gritar". Expressa arrogância. Sou contra a catarse de falar para ocupar espaço. Falar para exorcizar, para esvaziar a consciência. Dane-se a consciência! Não me alivia falar. Não me alivia jogar para fora. Demoro-me porque pretendo jogar dentro. Criar raízes nos seios.

Ser sincero é afastar, repelir, é maldade comportada. Prefiro um ódio selvagem a um ódio civilizado. Um ódio civilizado é rancor. É recalque. Recuso o rancor. Recuso o que finge espontaneidade.

Essa franqueza não ensina, machuca. Essa franqueza debocha. Tiraniza. Não seja sincera comigo. Não me faça sofrer em nome da honestidade. A honestidade nada tem a ver com isso.

Que me engane com promessas. Que me prometa o que não fará. Que me prometa mesmo que não confie. Que me prometa como forma de começar a confiar.

Guarde um pouco de você para depois. Deixe adivinhar. Não me conte tudo. Deixe pressentir. Não me conte tudo.

Não estou exigindo que fale mal de mim pelas costas, mas que também não seja de frente. Que tal de lado?

Falar o que se pensa não é falar o que se deseja. Não quero saber de transparência na relação, nem a verdade é transparente. Não conheço ninguém que tenha sido franco para proteger, para cuidar, para acariciar. Desde quando se pede licença para bater? Não dou licença, não permito a sinceridade que seja violência, tiro os óculos apenas para beijar.

Não me diga o que pensa. Em sua sinceridade, não encontrarei opiniões agradáveis. O que vem à cabeça não é a cabeça. Não seja sincera comigo. Pode ser sincera consigo, com os outros, com os pais, com os amigos, comigo não. Não pedi sinceridade, pedi amor. O amor não está nem aí para o que acreditamos e deixamos de acreditar. Ele acontece apesar de nós.



(Fabrício Carpinejar)

16 de ago de 2009

Continues, vidas e save games.

Depois de muita reflexão a correndo em torno de um mesmo circulo na jaqueira eu finalmente descobri o maior dos problemas do período contemporâneo, foi difícil assumir, pois gosto muito do que irei criticar!
Jogos... Games... Mmorpgs e afins...

Não todos... Sejamos sinceros... Apenas aqueles que têm vidas e continues! Os que te dão milhares de chances no mesmo momento... Os que te fazem crer que sempre tem uma segunda chance.

E o pior de tudo são os malditos emuladores que agente cria a ilusão que F3 e F4 irá sempre salvar nossas vidas.

É inconsciente, mas com uma infância repleta de erros concertados a base de um click, continue ou vida ao criarmos idade Passamos a crer que erros cometidos serão facilmente concertados, o que nos fazem uma coisa boa. Experimentamos de tudo. Tentamos ver até onde é o limite. Aprendemos línguas diferentes, racionalizar com maior velocidade, mas ao ultrapassarmos o limite, cremos que a vida vai nos dar segundas chances de uma hora para outra. Estamos tão acostumados com o comodismo de ter e possuir o que queremos com uma velocidade tão rápida que nos frustrarmos ao ver que a vida não é o que os jogos nos ensinaram.
Então posso até alterar um pouco a frase popular: a vida é um jogo sem continues.

Ou um relacionamento é um jogo de sedução sem direito a save game.

O tempo passa e as expressões vão sendo somadas conforme o nível tecnológico e evoluído de cada um de nós o que me faz crer muitas vezes que apesar da tecnologia, estamos pré-evoluindo, por que no passado as pessoas eram mais cuidadosas ao errar, e ao errar, elas aceitavam o peso do erro com muito mais dignidade que nós.

Nós seres humanos temos orgulho de nosso intelecto superior a despeito dos outros animais, mas essa também é nossa maior armadilha, e enquanto ficamos frágeis e fracos confiando na sociedade, perdemos o nosso instinto e nossas defesas naturais ficando apenas com uma mente, que é qualidade e defeito.

Por isso sinto falta de jogos como “Contra Três” e suas miseras cinco vidas sem continue era uma lição de força de vontade ter de percorrer tudo até onde parou.

Primeiro encontro.

Ultimamente tem acontecido de as pessoas se perguntarem ao meu redor a respeito de uma coisa. Transar, ou não transar no primeiro encontro.
Segundo a minha visão clara a respeito da saúde do individuo sobre sexo eu deveria concordar piamente a respeito disso, mais declaro oficialmente que não é bem assim...
Existe varias variáveis até uma decisão como essa. Nas quais tomando um rumo diferente podem te levar a caminhos completamente diferentes do que esperava.
Primeiro qual a intenção do casal no primeiro encontro, tão afim somente de se pegar? De namorar? É um caso? Algum deles está comprometido?
A imagem inicial é algo de extrema importância para um futuro relacionamento, seja de curta ou longa duração... No entanto, recomendo que mesmo que esconda seus defeitos no primeiro encontro, você sempre mostre quem você é... A primeira imagem é pelo qual as pessoas se apaixonam, um ser sem defeitos, perfeito, que nasceu para te tirar do sofrimento, o príncipe encantado que clama pela sua mão em casamento.
Após os três primeiros meses os defeitos passam a ser vistos de uma maneira gradativa – primeiro são defeitos bobos, para em seguida ser a causa do rompimento.
Para mim é simples quando se deve ou não fazer sexo no primeiro encontro... O dia foi mágico?! Lindo?! Contos de fada que se tornaram realidade? Viveu uma historia de cinema num único dia?! Por que não?! Se puder melhorar o momento ainda mais, por que se recusar? A vida passa rápida e logo a única riqueza que temos são nossas lembranças... Amigos se distanciam por seguir rumos diferentes, namoros acabam pessoas até morrem (não diga...), mas as lembranças... Agente deve valorizá-las e sinceramente... Muito melhor se arrepender do que fez do que nunca ter feito... E melhor ainda é fazer e não se arrepender!
E por outro lado, se o encontro não foi nem um filme de sessão da tarde sequer... Talvez até que não valha o sexo... Mas a questão é... Vai esperar dois encontros de sessão da tarde para que possa rolar? Ou vai procurar alguém que te faça sentir estrela de cinema?!
Existe uma questão importante... Se o homem tentar... Ele já vai está botando a garota em uma situação difícil, por que ele vai quebrar a imagem de bom moço, a mulher não mais conseguira ver ele com os mesmos olhos a não ser que queira só se divertir. Pois então a garota terá duas escolhas... Ou entra na diversão ou procura outra pessoa... Portanto é a decisão final é dela.
Mais uma coisa é fato... Sexo é melhor com companheiro do que com um alguém qualquer... Às vezes vale MUITO a pena esperar... E o que seria do primeiro encontro poderia ser 10x melhor no segundo encontro ou terceiro, enfim.
Só lembre-se de ser a imagem perfeita nos primeiro três meses e depois o acostume (a) a compreender seus defeitos e aceite os defeitos da outra pessoa.
Então o que era paixão vira amor. (não sei nem se conheço do que to falando... mas as pessoas falam de política como se soubessem então não tem problema.)

14 de ago de 2009

A Histeria e a Mulher Moderna

A histeria, popularmente conhecida como uma característica é também uma neurose psicossomática muito perigosa com riscos diversos para a saúde de determinado individuo, comumente obtido pro mulheres (a característica e a neurose), mas que também afeta homens de maneira temporária... o que pode vir a causar a histeria em uma pessoa é a recusa do desejo sexual, ou a repreensão do mesmo... e isso explica diversas posturas da nossa sociedade a respeito desses “sintomas”.

Vou citar um exemplo, professora de português histérica e exigente que coloca todos na final, qual o remédio conhecido popularmente pela nossa sociedade?

Por censura no blog e pelos diversas frases pejorativos que se podem ser ditos para dar resposta a essa pergunta, nos damos conta por que sabedoria popular se chama sabedoria, o que Freud estudou durante toda sua vida é rapidamente resumido numa pequena frase pejorativa e ofensiva.

A mulher moderna por outro lado, não possui mais tantos vínculos religiosos, impostos pela sociedade ou mesmo de medo a respeito do sexo, afinal hoje existe o sexo seguro diferente de algumas décadas atrás. Portanto a histeria, teoricamente deveria ter sido curada, afinal não se trata de xarope com gosto de remédio, de injeção na veia, ou 35 sessões de psicanálise, é SEXO! Melhor remédio impossível... você possui 50% de chance de acertar no remédio ao conversar com alguém na rua, as vezes até nos outros 50% algumas pessoas se aventuram.

Remédio também para enxaqueca, cansaço, insônia, desentupidor das fossas nasais, musculatura, pele, cabelo, ossos, estresse, depressão... e enésimos outros “problemas”.

Portanto dê... não no sentido pejorativo e tratando sexo como forma casual, trate-o como remédio, estude Freud, torne sexo um assunto comum, que aos poucos destruiremos a empresa de alopáticos que brincam com nossa saúde como no caso da gripe suína.

Então se você é histérica... Não se faça de vitima, pois você além de chata é burra!

11 de ago de 2009

Parabola - O Anel do Rei

“Houve certa vez um rei sábio e bom que já se encontrava no fim da vida.

Um dia, pressentindo a iminência da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, e do dedo tirou um anel.

- Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando viveres situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.

O rei morreu e o filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara.

Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho que desencadearam uma terrível guerra.

À frente do seu exército, o jovem rei partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, vendo os companheiros lutarem e morrerem bravamente, num cenário de intensa dor e tristeza, mortos e feridos agonizantes, o rei lembrou-se do anel. Tirou-o e nele leu a inscrição:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ

E ele continuou sua luta. Venceu batalhas, perdeu outras tantas, e no fim saiu vitorioso.

Retornou então ao seu reino e, coberto de glórias, entrou em triunfo na cidade. O povo o aclamava.

Nesse momento de êxito, ele se lembrou de novo de seu velho e sábio pai. Tirou o anel e leu:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ”

4 de ago de 2009

Ser importante ou não ser... eis a questão.

é tão difícil se dar conta quando deixamos de ser importante para alguém...

Nos prendemos em valores que conquistamos, planos que traçamos e metas a bater... continuamos a acreditar em palavras que foram proferidas no passado que não tem mais o mínimo valor no futuro, esses momentos de impotência achamos ser telepatas capazes de ver alem do que está lá diante de nossos narizes. tudo isso por que é difícil aceitar que não somos mais importantes, outrora nós via como prioridade máxima, pois éramos unha e carne, sal e batata-frita.

passa a querer sair mais com outras pessoas, arranja desculpa para faltar nos compromissos ( e sempre arranja ) e ai de quem quiser discordar, por outro lado pedir desculpas rapidamente o torna imune de qualquer culpa, Mártir da honestidade, entidade mais correta da terra.
o pedido de desculpas é a redenção de todo o mau... fala sério, o sarcasmo já deu uma ideia.
Afinal tal facilidade para conseguir sair ileso, é o fato de conhecer a outra pessoa como ninguém, o que se gosta, o que se prefere, o que desgosta e o que se espera, bater expectativas, supera-las... qualquer bobagem que deixe o outro bobo por tempo pré-determinado, tempo suficiente para deixar cair o barranco do outro lado.

Esse conhecimento vem de uma grande entrega do "cego" para o "nem-aí" mais quando se vê, dar-se conta de poucas coisas que pode falar a respeito da outra, não por falta de interesse, mas por falta de conhecimento... falta de abertura da outra, ou muitas vezes, idealização de um alguém que nunca existiu.

Detesto reparar que sou grão de areia para quem é o mar para mim.

Acho que todos querem acreditar que foram relevantes na vida de cada pessoa, todos querem ser o mar de um outro alguém, mas por mais importante que tenhamos sido (ou não) A existência de cada um na vida de uma outra pessoa se deteriora, desbota, nos tornamos opacos até que desaparecemos.

isso é normal, natureza... se é triste o fim? Sim de fato (senão não chamava-se fim) errado é exigirmos laços atrelados por carência, vício, para quem não tem mais nada a nos oferecer - e o contrario também é valido, que não temos mais nada a oferecer a elas.

Afinal de contas, quando nos damos conta que deixamos de ser importante para alguém?

O homem ideal

A respeito de meu texto passado, recebi criticas ofensivas a respeito de que o homem ideal não é como falei, que ele é perfeito diferente do que mostro em meus paragrafos, pois faço por bem colocar palavras agora do sexo oposto, pra que repercutindo com o que já foi dito tirem suas proprias conclusões, minha grande amiga Ailin Aleixo e sua cronica: O Homem ideal

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O homem ideal

Ele existe, sim. E, graças a Deus, está muito longe da perfeição.

O homem ideal me faz rir mas nunca usa o riso contra mim. Tem a rara habilidade de saber ouvir e só diz o que é necessário, bom ou a dura e intransponível realidade.

Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia.

Não é prolixo, nem tenta impressionar. Não precisa entender de vinho, charutos ou golfe; precisa ser autêntico e admitir que não entende de vinho, charutos nem de golfe (e eventualmente confessar que gosta mesmo é de pinga). Ele não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim.

Nota as sutis alterações de humor pelo tom da minha voz e, antes de prejulgar as razões, se predispõe a fazer cafuné ou, sensato, cala-se ao meu lado olhando para a TV. E não exige explicações porque possui uma calma sabedoria que me impele em sua direção: dividir minhas angústias e anseios com este homem é tão acolhedor quanto deitar na grama sob o sol de outono. O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência ou como chocolate demais e depois reclamo do peso. Ele compra sorvete light e evita discussões posteriores. Compreende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas e, mesmo não concordando com ela, não me interroga como um oficial do DOI-Codi quando piso em casa, levemente para não o acordar, às 2 da manhã.

O homem ideal canta. Não precisa ser afinado, mas sussurra (seja ao telefone ou ao vivo) canções que, num dia qualquer, mencionei gostar. Pode saber dançar. E, se não souber, que mantenha a dignidade e fique sentadinho me observando. Também bebe. Meio pinguço, é daqueles que ficam charmosos de matar com um copo de uísque nas mãos. É deliciosamente sacana três doses acima do normal. Enterra os bons modos e fecha abruptamente a porta do quarto, sem tempo para que eu responda à pergunta nem sequer formulada. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante toda a noite.

E também curte cozinhar. Diverte-se tanto numa loja de condimentos como diante de uma prateleira de CDs. Não me expulsa da cozinha mesmo que eu esteja atrapalhando. Não me dá fusilli na boca mas o serve no meu prato, com pouco queijo e muito molho.

O homem ideal está sempre disposto a me ouvir, mesmo que seja nos minutos desagendados à força durante o dia cheio, e não usa trabalho nem cansaço como desculpa para suas eventuais faltas; as assume e, até, se desculpa. Não se esquiva de discutir os problemas que não se solucionam com notas de 100. Não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Não faz promessas porque sabe que nem sempre é possível cumpri-las. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete atos passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso - apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano.

O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha.

20 de jul de 2009

O Homem ideal e a garota com esperanças perdidas.

muitas mulheres tem um visão clara e imutável de que todo homem não presta, é um pensamento coletivo, mais do que sabedoria popular, é quase genético. O que cria uma distancia enorme entre dois grupos distintos, o “homem ideal”, indivíduos do sexo masculino que tem como grande desejo, a possibilidade de encontrar um outro alguém para dividir seus anseios e somar sua felicidade a de uma outra pessoa, em busca de uma parceira para a vida. e da “garota com esperanças perdidas”, Individuo do sexo feminino, que possui dificuldade graves traumas com o sexo masculino. Para simplificar chamarei o “homem ideal” de grupo B e “garota com esperanças perdidas” de grupo A. (sim elas merecem ser o A)

Quando questionamos A, à respeito da existência de tipos B ela rapidamente defende-se dizendo que tipos B dizem que apenas Feios são B por falta de opção. ao publico A que esteja lendo o blog, Venho a vocês dizer de forma franca e honesta dizer que vocês estão erradas.

Então rapidamente questionarão: onde eles estão?! e eu os respondo; estão aqui, ali e em todo lugar.

Sabe aquele garoto, que você julga pegador? Mas que possui ao mesmo tempo uma boa índole e você se pergunta, por que ela não poderia ser menos galinha?!

Não me linchem, vou explicar minha opinião.

Esse tipo B muitas vezes buscam com sinceridade, um amor verdadeiro, um alguém que lhe faz sentir borboletas no estômago, assim como um tipo A, mas o que difere é que ele é homem e como tal, está apenas tentando sobreviver. (levando em consideração que viver é amar.)

Mulheres não tomam iniciativa na maioria dos casos, para começar uma relação elas são passivas, a espera do príncipe encantado, já o príncipe, tem que vestir muitos pés para encontrar o encaixe-perfeito o que difere um homem B de um C (cafajeste) é quantas o homem B teve a oportunidade de ta junto e quantas o homem C pegou!

A forma de falar? Parece simples, mas não é, com o tempo a mulher vai aprendendo a ver além de das aparências, podendo ver o interior do homem através de pequenas atitudes... uma dica importante, atos pequenos de cavalheirismo podem ser simulados, por isso não é forma de julgar, mas atos grandes como te socorrer por algum problema serio, está com você num momento difícil, te fazer se sentir especial nos momentos mais vexaminosos... esses atos são os que fazem o homem B ser homem B.

Dica para os Bês! Tentem unir os atos pequenos aos atos grandes... isso vai te fazer para elas, um homem completo.

17 de mar de 2009

“Há males que vem para o bem...”

Experiência para poder ter uma vida plena sem sofrer por erros passados é bom... Mas, por deus, nós vivemos errando... é possível que nós erremos mais que acertamos até o fim de nossas vidas. Num momento de fraqueza todos os erros parecem ser catastróficos, mas quando deixamos o tempo passar acabamos por resolve-los e sentimos um orgulho gigante quando damos desfecho a nossos proprios problemas.

Não existem males que vêm para o bem, pois todos os males vêm para o bem. O tempo nós permite remediarmos todos nossos erros, mais temos a tendência a acreditar que se prender ao passado ou esperar ansiosamente o futuro é o melhor caminho – é normal que façamos isso inconscientemente – quando na verdade, devemos nos preocupar com o presente que não enxergamos ou fingirmos não enxergar.

Devendo então deixar o passado como experiências vividas e lembranças importantes e que o futuro aguarde sua vez, pois o mesmo depende de seu proprio presente!

Mais nossa crença no eterno ainda existe e que surge quando avaliamos o que esteve no nosso passado, esta sempre em nosso presente e temos a crença de que estará em nosso futuro baseado em nosso presente.

Essa crença não exagerada não faz mau a ninguém, pois Somos humanos e nós erramos (Louvado seja nossos defeitos e imperfeições)!

Aprendemos a valorizar as amizades acima de nossas paixões;
Aprendemos que a sinceridade é o melhor caminho para o coração e a mente;
Que para descobrir novas devoções, temos de deixar no passado às antigas;
Que fazer tempestade em copo d´água só complica mais os problemas que buscamos resolver;
Que lembranças ruins marcam mais que lembranças boas, mais as lembranças boas são as únicas que fazem sorrir;
Que damos somente valor para as coisas que não temos ou perdemos e que muitos têm a ambição de ter o que esquecemos ou sequer usamos;
Que a busca pela pessoa perfeita não existe e que o imperfeito mais perfeito, só é bom quando aceitamos os defeitos como parte do Príncipe(a) encantado(a).
Que antes de esperar o elogio do exterior, elogiar a si mesmo e reconhecer seu valor para que outros possam enxergar isso.

E de todo esse aprendizado só a uma coisa que nos resta que é nessa oscilação de mudanças e mutações, junto as variáveis constantes de situações drásticas a situações serenas desse caos que se chama vida!

Ps: Enfim, falo baseado em minhas próprias experiências e conclusões da vida, tudo o que leu pode está errado, você pode está num mau dia, pode ser menos experiente ou mais experiente, pode ser de etnia, raça e cultura diferente, ou pode simplesmente ter tido experiências diferentes. por isso... obrigado pela atenção

Leo Compasso
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