25 de nov de 2009

“Dar um tempo”, existe ou não?

(Post roubado do manualdocafajeste)

Recentemente tenho conversado com algumas amigas sobre essa questão, “dar um tempo”. É meio que unânime entre elas que isso não existe, que os homens apenas usam esse artifício para enrolar a coitada. Porém, posso dizer com muita confiança que em metade dos casos não é enrolação.

Claro, para uma parte dos homens essa é a melhor saída para dar um fora na garota sem ter o desgaste de ficar discutindo uma relação desgastada e não ter que aturar chororo. A maioria deles é covarde mesmo, não tem coragem de dizer ”acabou” e ai fica cozinhando a garota até ela se encher e desistir. Para outra parte dos homens, simplesmente a relação com a garota não foi tão intensa a ponto dele ter a consideração e saco para ouvir lamúrias.

Porém, quero me atentar aqui aos homens que ”dão um tempo” com intenções legítimas.

Como em todo relacionamento saudável, discussões e desentendimentos sempre vão ocorrer. É por meio deles que os mal entendidos se resolvem e obstáculos são ultrapassados. O problema é que nem sempre algumas coisas são resolvidas, mas por serem pequenas, são deixadas de lado.

Só que chega em um determinado momento que são tantas coisinhas deixadas de lado, que juntas e em um instante viram um pequeno monstrinho. E ai não tem jeito, o cara vai colocar na balança se ele realmente gosta o suficiente da garota para conviver com o monstrinho ao lado. E aqui reside a principal divergência entre o modo de agir de homens e mulheres e que as faz com que não acreditem no “dar um tempo”.

Para mulher tudo se resolve conversando. Só que nesses casos elas se esquecem de que a conversa não funcionou anteriormente e não vai ser em uma rave de DR que o monstrinho vai embora. O negócio é mais embaixo. Problemas e defeitos todo mundo tem, mas alguns deles são estruturais e não há conversa que resolva.

Ai o cara precisa desse tempo para poder avaliar o que sente pela garota com um certo distanciamento. E isso não quer dizer que ele vai pra balada na primeira noite e comer umas vagabundas. As vezes até ocorre, mas não é regra. Geralmente o cara vai retomar os hábitos de solteiro, como ouvir o seu som alto no carro, beber no bar com os amigos e fofocar sobre as piriguetices de uma conhecida, ir ao jogo de futebol sem dar satisfação a ninguém, dormir estatelado na cama e soltar pum na hora que quiser, passear sozinho no fim de semana e fazer planos pra noite, enfim, vai tentar tirar a namorada de foco e ver se dali um tempo o coração não aperta e ele não tenha vontade de voltar correndo pra garota.

Se o cara voltar, é pra ficar bem feliz, pois ele realmente sente algo muito forte. Se não voltar, paciência. Não existe alma gêmea, cara metade e demais babaquices de música romântica brega. Existe afinidade e sintonia sexual e depois de determinado momento, elas podem se enfraquecer e acabar, mas nada que não possam ser encontradas com outra pessoa.

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