30 de nov de 2009

Pouco de tudo.

Todo homem tem um pouco de Galinha, imaturo e maluco, recuso ao orgulho ao dizer: talvez não pouco... Mais sinto-me traindo o gênero quando imponho o limite de: também não muito.


Me baseio em minha própria existência, por que há de existir vários, mais só posso falar de mim, preso na benção e da maldição da minha própria vida.

Mas por que limitar-me a três características quando todo homem tem um pouco de tudo, ou não muito desse pouco? Segundo estudos, um único homem tem muitas mulheres para agradar, mais cada mulher é uma princesa de um mundo, seu próprio.

Mas nós nos acostumamos de ver princesas como puritanas, frágeis e inocentes, nos contos infantis, esquecendo o pouco puta, criança e maluca de cada uma delas, a imprevisibilidade e o mistério que apesar de ser o que mais reclamamos, é o que mais desejamos. Por que uma única coisa motiva o homem a desejar, o Desafio.

Somos como os príncipes dos contos infantis, mais as mulheres esqueceram no nosso lado galinha, imaturo e maluco.

Ao invés de usarem sua imprevisibilidade como Fabrica de desafios preferem cada dia ser mais parecidas umas com as outras.

Para agradar a quem não quer ser agradado, por que no fim das contas, quem tem de agradar é o príncipe.

Proponho uma nova geração de contos infantis, que não destruam minha personalidade estrutural de infância, que as mensagens subliminares deixem de ser subliminares, queremos que as crianças entendam que de nada vive o mundo sem amor, e que não somos caçadores e caça e nem caça e caçador, mas que toda mulher é dona de seu próprio mundo e que todo homem está em busca de ser sua lua, afinal, mesmo presos no nosso pouco de tudo, o que importa é darmos de tudo nesse pouco.

(Leonardo Compasso)

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