20 de jan de 2010

200inove foi uma piada (!)(?)

O ano começou numa grande crise econômica mundial. As empresas trabalhavam com o pé no freio e a mão na embreagem. Assim, até Rubinho chegava à frente. A gripe suína assustou o Brasil e o mundo. Quando a situação chegava ao fundo do poço, nosso país descobriu o pré-sal, um tesouro escondido dentro do mar. No Oceano Atlântico também foram encontrados alguns destroços do vôo Air France 447, entre Rio de Janeiro e Paris, com 228 pessoas à bordo.
Mesmo sem entrar em campo, o Brasil conquistou a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Fortaleza também se deu bem: foi escolhida como cidade subsede do maior evento futebolístico do planeta. Essa vitória vai melhorar nossa infraestrutura, trânsito e, principalmente, a prostituição. Porque com vários gringos circulando com a cueca recheada de dólar, o que não vai faltar nas esquinas são garotas que atuam como profissionais do sexo sem diploma. Os jornalistas ganharam mais um rascunho: seu certificado.
A TV digital chegou ao Brasil, mas o que continua fazendo sucesso mesmo é reality show e futebol. Ronaldo jogou a temporada no Corinthians, perdeu peso e ganhou títulos. Adriano, o imperador da Itália, voltou para a Cidade Maravilhosa, subiu o morro e depois caiu nos braços da torcida do Flamengo, conquistando o hexacampeonato e, de quebra, a artilharia do Brasileirão. Dunga também ganhou tudo. Já dizem que é melhor do que o Maradona. O craque argentino conseguiu prolongar a carreira, pelo menos até a Copa, com uma classificação sofrida.
Michael Jackson morre aos 50 anos, e vai deixar muitos garotinhos com saudade. Patrick Swayze foi viver do outro lado da vida. O protagonista de Ghost lutou até o fim contra o câncer pancreático. O estilista e deputado Clodovil também nos deixou. A torcida organizada do Coritiba protagonizou uma guerra na despedida do Clube da elite do Campeonato Brasileiro. Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Uma aluna foi assistir aula de vestido curto, levou vaias e ficou famosa. Preconceito ou sorte?
Em 2010, Luis Inácio da Silva vai inaugurar outra grande obra: Lula, o filho do Brasil. Toda estratégia de marketing e carisma do presidente só faz aumentar o seu Ibope. Esse ano ele atingiu quase 90% de aprovação dos brasileiros. Mas parece que a sua sucessora, Dilma Rousseff, não agrada muito a população. O clima ficou ruim quando ela representou a nação em Copenhague. Sua presença só não foi mais apagada que o apagão, atingindo 18 estados.
E como em todos os anos, tudo termina em panetone. Vamos vestir o branco da paz. Até porque a esperança é a última que morre. Ainda tenho fé que um dia vamos nos tornar uma nação conhecida não apenas pelo futebol, mas pela organização. E não vamos achar mais graça de nós mesmos.

Emmanuel Brandão é redator da Flex Comunicação (Fortaleza-CE).

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